Sinhá Má e o Senhor de Engenho. Uma história que nos leva de volta ao século XVIII, quando Sinhá Má, senhora de um poder que não se limitava apenas às vastas propriedades, mas se estendia aos destinos dos que dela dependiam. Ela era patroa, rígida e severa, que não conhecia piedade, escravizava com mão de ferro e mantinha sob seu controle as riquezas acumuladas ao longo dos anos, zelando pelos cofres abarrotados de ouro que eram a base de sua fortuna e do marido. E o marido, o Senhor de Engenho, era um homem com o peso de um título que outrora fora sinônimo de respeito. Mas ele trazia nos olhos o brilho das oportunidades e, na alma, um gosto insaciável pela aventura dos negócios arriscados. Despreocupado com o controle severo da esposa, ele viu na fortuna que ela guardava o combustível perfeito para seus próprios planos. O drama começa quando Sinhá Má descobre que o Senhor de Engenho, seu marido, perdeu tudo — cada moeda, cada barra de ouro. A notícia chega como um veneno que se infiltra lentamente em suas veias, e então... o silêncio. Seu rosto, antes firme, agora mostrava traços de uma raiva contida que ameaçava explodir a qualquer momento. Aos poucos, a ira de Sinhá Má se transforma em algo mais sombrio. Ela se revolta com o marido, grita, acusa, mas percebe que nada do que diga trará de volta a riqueza. E ela começa a sucumbir a uma loucura implacável. A senhora que um dia dominara seus domínios com uma força férrea agora se vê dominada pela fúria e pela tristeza, restando apenas a lembrança de uma glória que jamais voltará. Essa história realmente terá um fim? Será apenas uma lenda sobre a vaidade e a tragédia? Talvez nunca saibamos a verdade... ou talvez estejamos apenas aguardando o próximo capítulo dessa história.